Maternidade: Minimizando a culpa

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Eu já quis/tentei  ser perfeita.  Com o passar do tempo (tipo 3 horas depois que o bebê nasce haha) vemos que não tem jeito. Mesmo assim, eu ainda sou uma boa mãe. Se você está tentando dar o seu melhor, você também é. Não deixe ninguém dizer o contrário, nem você mesma.

Quando tudo na minha vida profissional deu errado, eu pensei “Nasci pra ser mãe! É na maternidade que vou me realizar”. E então a Bia nasceu…e foi tudo diferente.  Eu queria que a maternidade fosse prazerosa, mas não estava sendo.

Não consegui o parto normal, dei chupeta na primeira semana, a amamentação foi complicada e ela mamava  complemento ( na mamadeira!).  Quem lê blogs sobre maternidade vai entender. O combo cesariana+leite artificial+chupeta+mamadeira é considerado quase um crime por vários especialistas.  Não que esses médicos e mães julguem quem faz, mas os pontos contra são tão dramáticos que você sente que está matando o seu filho aos poucos. Sério, é assim que eu me sentia e chegou num ponto que achei que não servia nem pra ser mãe.

Faça sempre o seu melhor dentro das possibilidades oferecidas no momento e aceite o que não pode ser mudado.

Depois do primeiro mês, parei, pensei, saí de alguns grupos de mãe no Facebook, parei de me entupir com tanta informação. Relaxei. Não dá pra controlar tudo! Aceite! Precisamos ser menos ansiosos e aceitar que nem sempre as coisas são como queremos. Faça sempre o seu melhor dentro das possibilidades oferecidas no momento e aceite o que não pode ser mudado. Às vezes ainda bate aquela culpa…nada que um “Para de palhaçada Gabriela!” dito por mim mesma não resolva haha.

Quando a Bia tinha uns 9 meses  escutei  da pediatra no consultório : “Olha pra ela, ela não consegue se concentrar em nada”. Em um curto espaço de tempo a Bia pegou uns 5 brinquedos e não brincou com nenhum. Ouvir aquilo foi duro,  conversando descobrimos que eu colocava muitos brinquedos pra ela causando um excesso de estímulos e por consequência a falta de concentração. Chorei, pensei que estava fazendo tudo errado. Depois enxuguei as lágrimas e pensei “O que passou, passou!”. Diminuí os brinquedos que ficavam no tapetinho onde ela brincava e comecei um rodízio. A cada 15 dias eu ia dando uns  2 ou 3 brinquedos com estímulos diferentes. Ao invés de ter 5 brinquedos sonoros espalhados pela casa, agora era apenas um. E ela mudou. Ontem olhando escondido pra ela na creche, vi que ela estava no parque sozinha, quietinha, brincando com blocos, super concentrada! Deu certo!

Na verdade tudo está dando certo, ela está maravilhosa. Eu sei que o seu filho também é maravilhoso! Cada um do seu jeitinho. Hoje olhando pra ela sei que estou fazendo um bom trabalho. Crio minha filha de forma simples e sempre tentando dar o melhor pra ela.

Regras e rotina são importantes, mas fugir delas algumas vezes também é…

– Sol das 15h não pode. No último fim de semana fui à pracinha com ela nesse horário, era a hora que eu tinha, o sol estava gostoso. Fomos e brincamos, rimos nos beijamos e toda vez que lembro do último sábado meu coração esquenta de alegria.

– Nada de TV. Ver esse bichinho fazendo dancinhas com a Luna e morrendo de rir da Sarah e o Pato não tem preço! E quando ela que ainda falava quase nada repetiu a palavra “mapa” com a Dora? Morri de amor. Televisão na medida certa também ensina (e deixa a gente fazer o almoço em paz…haha).

-Tem que acordar cedo e dormir cedo. Claro, mas o que você faz quando já são 11 da noite, já está tudo apagado e em silêncio e o seu filho está pulando que nem uma pipoca no escuro?!? E de manhã?!?  Você chama mil vezes e ela diz “Nãooo!” e se você força, ela fica a manhã inteira mal-humorada.

Tem horas que simplesmente não dá!

A maternidade é um papel que nunca acaba e se ficarmos nos culpando, será um sacrifício.

A maternidade é um papel que nunca acaba e se ficarmos nos culpando, será um sacrifício. Não pense apenas no objetivo final, aproveite a jornada, o caminho pode ser lindo! Eu continuo em busca de uma vida mais leve, sem o sentimento constante de fracasso e sempre tentando minimizar a culpa. E agora eu sei, eu nasci pra ser mãe sim, nasci pra ser a mãe da Beatriz!

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Quantos esmaltes você precisa?

Desde novinha minha mãe sempre me ensinou a fazer tudo. Eu mesma faço a minha sobrancelha, me depilo, faço luzes e até arrisco e corto o meu próprio cabelo algumas vezes. Eu que faço a minha unha também. A primeira vez que fui a um salão foi há uns 3 anos e mesmo gostando da experiência, eu raramente utilizo os serviços de uma manicure.

Assim que fui morar sozinha comecei a montar a minha “caixinha de unha” e aos poucos ela foi crescendo…crescendo…até virar uma loucura! Percebi isso quando comprei um esmalte branco para fazer francesinha e quando cheguei em casa eu vi que já tinha aquela mesma cor na caixinha. Aquilo me deu um “click” e eu decidi que nunca mais compraria esmalte até eu usar tudo (super dramática! Hehe).

Isso aconteceu mesmo antes de eu começar a ler sobre o minimalismo. Eu olhei para aquele monte de esmalte e pensei no tanto de dinheiro que eu havia gastado com algo que eu raramente uso. Alguns já estavam vencidos há anos! Tem épocas que pinto a unha 2 vezes ao mês, mas também já passei uns 3 meses sem fazer por preguiça.  Com isso os esmaltes vão se acumulando, ficando grossos e vencidos.

Eu fiz uma pesquisa rápida no Google e achei no blog Loucas por Esmalte que com um vidro que tem em média 8 ml você consegue pintar as unhas umas 10 vezes (com camadas duplas). Dez vezes!! Eu odeio contas, mas tive que calcular o quanto que meus esmaltes podem render e descobri que com os 25 que tenho hoje eu posso ficar  uns 20 anos sem comprar mais. V.I.N.T.E. A.N.O.S! É claro que eles vão vencer antes disso, mas isso mostra o absurdo que é ter tantos esmaltes.

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Meus esmaltes. 3 bases! Why?!?

Eu já tive muito mais e cheguei a 25 unidades depois que “parei” de comprar esmaltes em 2014. Na verdade, acabei comprando um Renda da Risqué que por ser básico uso mais e um de glitter dourado pra fazer uma coisinha diferente de vez em quando. Agora eu até fico namorando cores novas que vão saindo mas deixo para usá-las nas raras vezes que vou ao salão. Eu também comecei a pegar emprestado com a minha mãe, assim posso dar uma variada sem ter que comprar.

 

 

E hoje minha caixinha está assim:

caixinha de unha

 

Eu tenho arrumado meus esmaltes regularmente e vou jogando fora cores que já não combinam comigo (tinha um laranja horrível) e também aqueles que já venceram há muito tempo. Hoje mesmo achei um vencido desde 2005!

Eu fiz uma análise das cores que gosto mais e do que eu realmente uso e cheguei nesse número ideal pra mim:

1 base incolor

1 escuro (tipo o Black e o Café da Colorama)

2 rosas (um escuro e um claro)

2 vermelhos (um escuro tipo o Paixão e outro mais vibrante como o 40 graus, ambos da Colorama)

3 clarinhos (o Pétala Branca da Colorama para fazer francesinha, o Renda da Risqué e um nude tipo o Cappuccino também da Risqué)

1 excêntrico (para aqueles dias que eu quiser algo mais alegrinho)

Total: 10 esmaltes

Mesmo assim ainda é muito se você for seguir um padrão mais minimalista. Já vi uma moça que tem apenas 3 esmaltes.  Acontece que cada pessoa tem uma realidade, vontade e necessidade diferente. Na minha opinião, o importante é cortar o excesso e desperdício ao máximo dentro do que for possível. E você? Quantos esmaltes você precisa?

 

Desafio: 40 Dias de Destralhe (#40bagsin40days)

40bagsin40daysCom as férias, adaptação escolar, volta ao trabalho e Carnaval eu relaxei um pouquinho com o processo de destralhe…e não me arrependo. Tem horas que precisamos focar no que é mais importante naquele momento. Eu ainda não acabei essa fase aqui em casa e com tudo isso acontecendo não consegui fazer muita coisa nos últimos meses.

Já tem um ano que aos poucos tenho mudado nossos hábitos e evito trazer mais tralha para o  nosso lar. Mesmo assim ainda tem muuuita coisa pra destralhar! Lendo sobre minimalismo achei algo que pode me dar um empurrãozinho,  o desafio 40 Bags in 40 Days. Ele começa hoje e tem como objetivo tirar pelo menos um saco de lixo (ou coisas para doação) por dia. Essa é  uma forma de manter a casa livre do acúmulo feito ao longo do ano que passou e começar o ano novo com tudo limpinho e organizado. O Carnaval já acabou, 2017 já pode começar! hehe.

Durante o desafio você irá limpar um lugar da casa por dia (ex: gaveta da bagunça na cozinha). Você pode listar em uma folha os 40 lugares que gostaria de destralhar e na frente deixar espaço para colocar detalhes do progresso. A minha lista está ficando assim:

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Quando você pensa em um saco por dia parece fácil e animador, mas para tudo não ir por água abaixo você precisa se planejar. Eu decidi que vou começar pelos meus calçados, mas você pode dividir a sua casa por ambientes e listar o que precisa ser feito naquele espaço. Por exemplo, aqui em casa na cozinha tenho que dar uma geral no freezer, organizar a despensa e arrumar a gaveta de potes. Faça a sua lista de acordo com a sua realidade e necessidade.

É claro que você pode tirar mais de um saco por dia ou talvez nenhum. Você deve reservar um dia da semana sem esse compromisso (o meu vai ser a segunda, nunca marco nada pra esse dia). O importante é que no final você terá 40 lugares diferentes, que muitas vezes ficam negligenciados por não estarem à vista, limpos e livres de coisas desnecessárias!

Esse desafio também funciona como uma análise de todo o processo de destralhe e organização que talvez esteja em andamento. Eu por exemplo,  já percebi que dobrar minhas roupas com o método Marie Kondo funcionou, minhas gavetas nunca ficaram tão arrumadas por tanto tempo. Porém, minha gaveta de roupas íntimas  não  durou nem uma semana em ordem. E assim nós seguimos…trocando experiências e tentando novas formas de organizar para deixar nossa casa mais prática, aconchegante e leve. Respira fundo e vai!

 

 

Decoração Minimalista de Festa Infantil: 1 aninho da Beatriz

Há um ano começava a preparação para a festa da Beatriz. Antes de ter filho sempre achei desnecessário gastar um dinheirão por algumas horas de festa. Depois que a Bia nasceu, cada vez que alguém me perguntava sobre isso me dava um frio na barriga e uma mistura de indecisão e ansiedade tomava conta de mim.

O tempo foi passando e 4 meses antes da Bia completar  1 ano decidimos fazer a festa. Eu pensei bem e fiquei com medo de me arrepender. Também pensei em como a nossa filha foi tão esperada, o quanto ela é perfeita, o quanto ela havia se desenvolvido. Pensei na sorte que tivemos de ter ela e decidi que tudo isso precisava ser comemorado de forma especial! Muitos dizem “Ah…mas ela não vai lembrar quando crescer.” Eu vou lembrar! Minha família vai lembrar! Nós merecemos essa festa.

Eu sempre tento sair do clichê e com isso vieram muitas dúvidas sobre a decoração. Eu queria uma festa diferente que fosse a nossa cara. Queria que fosse divertida, descontraída, sem excessos e não queria gastar muito (difícil!). Aquelas festas que parecem mais um casamento não combinam com a gente. Pensei cada detalhe com muito carinho e no final, junto com amigos e familiares, fizemos uma festa linda e simples!

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Uma das fotos do varal: Bia e Naninha

Tema

Eu queria algo que fizesse sentido. Amo o Bob Esponja, mas sei que esse tema seria  mais um sonho meu. A Bia ainda estava começando a gostar de personagens específicos. Ela já dançava com a musiquinha de abertura do Show da Luna, mas eu não sabia se no futuro esse tema seria relevante para ela. Comecei a ver umas festas de jardim e borboleta que são lindas e delicadas, mas eu ainda não estava satisfeita. Então eu pensei : Qual é a coisa que a Bia mais ama na vida dela? Leite! Mas esse tema não iria ficar muito legal…hehe. Pensei mais um pouco e lembrei da naninha dela que é um patinho, a Bia vive agarradinha nela. Foi aí que eu decidi que a festa seria de patinho em homenagem a naninha!

Inspiração

Achei várias festas de patinho lindas e com muitos detalhes legais no Pinterest. Comecei a salvar tudo para usar como inspiração e fiquei super empolgada…

…mas a animação passou assim que descobri que não tinha nada de patinho nas lojas de festa da minha cidade. Conversando com a Juliana, da empresa de aluguel de decoração, ela me convenceu que daria certo. Era só colocar detalhes nos doces e lembrancinhas. Respirei fundo e colocamos a mão na massa!

Lembrancinhas

Eu já estava lendo sobre minimalismo e queria que as lembrancinhas fossem algo feito com material reciclado. Usamos garrafas de leite de coco e latas de leite condensado para os enfeites das mesas. Encapamos as latinhas com tecido e enfeitamos com mini margaridas amarelas. Nas garrafinhas, colocamos um lápis com ponteira de feltro e completamos com chuveirinho. Olha que delicado!

Montamos um lindo varal com fotos do primeiro mês até um ano. Colocamos pedacinhos de papel adesivo imantado na parte de trás. No final da festa os convidados escolheram suas favoritas para levar de lembrança. Todo mundo amou!

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O saquinho surpresa foi feito com sacos de papel de pão (R$3,50 100 unidades!). Eu recortei e colei uns patinhos de papel para ajudar na representação do tema. Para dar o acabamento final eu queria usar renda de papel (também chamado de doilly), mas não consegui achar em lugar nenhum por aqui e pela internet ficaria muito caro por conta do frete. Além disso, fiquei com medo de não chegarem a tempo. Lembrei que a minha mãe sabe fazer crochê e ela fez pra mim! Foram apenas 20 unidades e ficou super delicado. O paninho depois pôde ser usado como forro para a garrafinha. Eu nem tinha pensado nisso, mas ao visitar dois amigos vi que eles usaram dessa maneira para decorar a casa, fiquei tão feliz!

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Além dos doces, estalinho e bolinha de sabão, também colocamos um lindo patinho de borracha!

Mesa do Bolo

A mesa foi decorada pelo bolo, docinhos, flores e algumas peças que ajudaram a valorizar tudo. Consegui comprar os patinhos de borracha em um site da China  (R$ 15,00 30 und). Para o painel de fundo usamos 3 quadros feitos por mim com a ajuda da minha tia (coloquei a família toda para trabalhar!). Fiquei super orgulhosa! Amei cada detalhe!

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Doces

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Os docinhos ficaram lindos e deliciosos! A madrinha da Bia que fez tudo! Ela fez cupcake, alfajor, brigadeiro, docinho de amendoim e beijinho. Também teve bala de coco! O brigadeiro azul com os patinhos deu um pouco de trabalho. Primeiro eu fiz gelatina azul, mas depois descobri que ela vira água de novo com o calor (claro!). Procurei uma gelatina que não derrete e não achei. Por fim, fiz brigadeiro branco e coloquei corante alimentício azul. Os patinhos foram feitos de pasta americana. Ficou muito legal!

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Nem nos meus sonhos a mesa ficou tão linda assim!

A festa não foi tão cara pelo fato de nós termos feito muita coisa (doces, saquinho surpresa, lembrancinhas das mesas, quadros do painel, edição das fotos para o varal…). Deu um pouco de trabalho, mas valeu cada segundo! Ver tudo pronto do jeitinho que eu queria me deu uma sensação de realização incrível! Esse dia já entrou para lista “Melhores Dias da Minha Vida”.  Quem se planejar melhor e com mais tempo, ainda pode achar muita coisa barata pela internet e ir comprando aos poucos. Eu fiquei muito indecisa com relação a tudo e por isso algumas coisas tiveram que ser compradas na minha cidade por um preço maior. No final deu tudo certo e já estamos pensando na próxima!

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E a Bia? A Bia adorou a festinha dela!

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Créditos

Fotos: Clarisse Melo

Decoração: Rosa Limão (@rosa.limao)

Bolo: Patricia Medeiros (culinart10@yahoo.com.br)

 

 

Não deixe as pessoas entrarem no seu mundo de paz

Quando digo isso me refiro às pessoas com energia pesada, negativa e tóxica.  Uma vez li que devemos nos afastar de pessoas negativas e desde então tenho tentado isso. Melhorou, mas é difícil. Muitas vezes elas são parte do no nosso dia a dia, são amigos ou familiares e isso torna tudo mais difícil.

Sempre chamei essas pessoas que só falam de seus problemas (e muitas vezes nos colocam neles) de “pessoas negativas”, mas de uns tempos pra cá comecei  a ver o termo “pessoas tóxicas”. O segundo termo faz mais sentido e é mais amplo. Elas nos contaminam, mudam o nosso estado de espírito e nos tiram de nosso eixo.

Leva muito tempo para mudarmos o jeito que pensamos, fazer ajustes na rotina e construir uma vida livre de estresse e pensamentos negativos. Aí vem aquela pessoa e…acaba com tudo! Eu já melhorei muito, demora para pessoas assim entrarem no meu mundinho de paz que venho construindo ao meu redor. Mas elas ainda entram, sem serem convidadas.

É um trabalho constante, a sua cabeça é a sua maior aliada. O jeito que você lida com essa situação faz toda a diferença. Você pode escolher apenas sucumbir a essa situação ou pode começar a agir. Aqui coloco algumas coisas que já faço e outras que eu ainda preciso aprender, se você tiver mais dicas, conta aqui pra gente.

A primeira dica e mais importante é…

Evite pessoas tóxicas. Tome controle da situação, aos poucos vá se afastando, diminua o contato. Eu já fiz isso com algumas pessoas e não me arrependo. Quando isso é possível o problema acaba aqui mesmo.

Agora, se não tem jeito e você tiver que enfrentar a fera pelo menos…

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 Aprenda a dizer “não”. Imponha-se sobre essas pessoas. Elas geralmente querem te forçar a fazer só o que elas querem. Eu sempre gostei de agradar a todos, fico mal se alguém se chateia comigo e por isso sempre fiz tudo pelos outros. Quando percebi que isso me fazia mal comecei a dizer “não” e isso mudou a minha vida. Esse foi só o primeiro passo, ainda preciso deixar minha mente mais forte e protegida contra pressão externa. Muitas vezes ainda faço coisas que não quero só para não me indispor com alguém.

Não fique falando delas.  Isso só interioriza a importância de uma pessoa que não merece a sua atenção. Não fale dela quando ela não estiver por perto. Quanto mais você falar, mais tempo será desperdiçado com alguém que não deveria. Assim ela estará fixamente na sua cabeça o que te causará mais pensamentos ruins e seu equilíbrio será comprometido.

Pare de seguir pessoas e páginas que postam muitas notícias ruins. Eu sei que não podemos ser alienados, mas eu não aguentava mais acordar de bom humor e quando olhava o celular via notícias de estupro, preconceito, corrupção, crianças e animais sendo maltratados. Aquilo não estava me trazendo beneficio algum. Parei de seguir tudo! Quando quero saber o que está acontecendo no mundo entro em um portal de notícias online ou assisto televisão.

Não preste atenção em tudo que eles falam.  Quando não tiver como correr, ouça a conversa seletivamente e tente fazer comentários positivos nas partes da conversa que requer a sua intervenção. Você também pode tentar mudar o tema da conversa para algo mais agradável.

Aceite que você não pode mudar o mundo. Você pode até tentar ajudar essas pessoas mas é importante perceber  que você não é responsável por salvar e mudar ninguém. Só faça se você puder lidar com isso, gastar energia com quem não quer só irá te estressar. Isso também vai depender do quanto essa pessoa é importante para você, às vezes vale a pena tentar.

Tente outras formas de liberação. Medite, caminhe, ouça música, escreva ou assista um programa leve. Essas são poderosas armas que liberam a nossa mente de pensamentos negativos. Durante o dia escuto música e canto junto, coloco Beyoncé e tento fazer as coreografias (hehe desastre!). Agora mesmo estou escrevendo e escutando esse vídeo aqui pra tentar descarregar as energias negativas da semana. Outra hora boa para tentar relaxar é antes de dormir. Eu imagino cenas de coisas que provavelmente nunca vão acontecer mas me trazem paz. Imagino uma praia paradisíaca, barulho de água, viagens a lugares que gostaria de visitar. Isso me acalma.

O segredo está em você.

Na verdade, o melhor mesmo é se cercar de pessoas agradáveis com assuntos que te interessam. Pode até rolar uma reclamaçãozinha aqui ou ali, ninguém é de ferro, mas tudo tem limite.  Priorize encontros com pessoas que sejam otimistas, alegres e felizes…mas lembre-se: O segredo está em você. Você decide se alguém irá interferir ou não no seu equilíbrio mental. Vamos tentar?

Estilo de Vida Minimalista

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O Minimalismo que venho estudando, praticando e falando aqui no blog, é na verdade um estilo de vida. Ele anda para o lado oposto do Consumismo.

O que acontece é que desde que nascemos, vivemos bombardeados de anúncios e ofertas de produtos que quase nunca precisamos. São necessidades criadas pelos comerciais que nos deixam inquietos e insatisfeitos. Quem nunca disse “Eu PRECISO desse sapato!” mesmo tendo uns 10 em casa.  Vivemos nesse ambiente sem perceber o quanto isso tudo nos frustra e intoxica.

O que eu percebo e provavelmente você também, é que hoje em dia temos tudo e ao mesmo tempo não estamos felizes com nada. O que chamo de “tudo” seria um lar (próprio, alugado, casa da mãe, sogra…um teto), um emprego, temos tecnologia cada vez mais accessível e barata, uma infinidade de opções de roupas e calçados para todos os gostos e condições financeiras, tratamentos estéticos, mesmo assim falta alguma coisa…aquele vazio existencial nunca foi tão grande.

O minimalismo dá uma sacudida nisso, ele vem te mostrar que seus objetos não podem te dominar. Eles não podem consumir o seu tempo tão precioso, eles não podem tomar a sua casa e seu espaço te deixando sufocado.

Seus objetos estão aqui para te servir, auxiliar nas tarefas diárias, te dar prazer e até mesmo te fazer feliz! É uma delicia abrir um livro novo e passar horas lendo e imaginando os cenários da estória que está sendo contada…mas você precisa de 300 deles encaixotados, mofando, ou enchendo armários e estantes?

[O minimalismo] É uma espécie de curadoria de momentos e coisas, apenas o melhor será parte da sua história.

Foi aí que o minimalismo me pegou, ele não te ensina a se privar de nada, ele te ensina a ficar rodeada apenas do melhor. É uma espécie de curadoria de momentos e coisas, apenas o melhor será parte da sua história.

Pra quem viveu por anos acumulando objetos desnecessários e até tóxicos (por trazerem memórias desagradáveis), o minimalismo vem como uma purificação. Ele te ajuda a se desfazer do que não é benéfico para ficar apenas o que é útil, bonito e te faz feliz.

Com ele você minimiza…

Compromissos, para que sobre tempo para a família, amigos e para você mesmo.

Pessoas tóxicas, que só te trazem mal-estar.

Alimentação rica em gordura e açúcar. Você percebe que uma alimentação mais saudável te dá mais disposição e saúde para colocar em prática seus planos.

Lixo, por não comprar coisas desnecessárias que serão eventualmente descartadas. Além disso, depois que eu diminuí o consumo de alimentos industrializados a quantidade de embalagens também foi reduzida.

Gastos, quando você passa a comprar apenas o necessário, sem desperdício, seu dinheiro até sobra! Sobra uns 50 reais…mas sobra hehe.

Ser minimalista é isso, você passa a ter menos coisas, que vão gerar menos problemas te dando mais tempo e mais liberdade. Essa tem sido uma experiência transformadora!

 

 

Paleta de cores e armário-cápsula: Último outono/inverno

Nesse último outono/ inverno eu fiquei meio viúva…usei muito preto hehehe! Eu detesto frio e por isso nunca investi em muitas peças para estas estações. Aqui no Rio de Janeiro os dias de frio intenso são poucos. Tenho apenas uma gaveta com blusas mais quentinhas e uns 3 casacos no cabide. Com relação aos calçados de inverno, tenho apenas uma botinha preta.  Analisando minhas roupas eu vi que já seguia uma paleta de cores sem querer.

A paleta de cores é o conjunto de cores que irão compor as peças do seu guarda- roupa. Ela não tem o objetivo de te prender e nem ditar nada, é obvio que isso é uma coisa flexível. Ao utilizá-la você irá poupar tempo na hora de combinar peças, dinheiro (Já comprou alguma coisa e não conseguiu usar por que não combina com nada?) e espaço, tendo mais roupas que combinam entre si não será necessário ter tantas peças.Eu senti que estava fácil me vestir e até lavar a roupa (conseguia separar em claras, escuras e brancas), tudo estava em harmonia.

Minha paleta de cores ficou assim: vinho, preto, azul marinho, azul royal, tons mais claros de  jeans e cinza.

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Poucas peças saíram dessas cores. Pensei até em comprar algo caramelo para dar uma clareada no visual, mas como eu estou tentando ficar sem comprar até acabar o período de destralhe, vou esperar o próximo inverno. Quase comprei uma calça jeans escuro também, tenho duas que não estavam me servindo. Depois que comecei a emagrecer elas já entram, mas ainda não estão confortáveis. No próximo inverno já tenho mais duas calças para usar.

Além de ter roupas que facilmente combinam entre si, ter uma meia calça preta fio 40, que é mais grossa, me ajudou muito. Consegui usar vestidos curtos de verão com ela nos dias menos frios.

Tenho mudado também a forma que escolho meus calçados. Eu sempre gostei de colocar uma cor no visual através deles. Já fui viciada em Melissas e tinha uma de cada cor. Ter calçados coloridos é lindo, só não é prático. Eu tenho sapatilhas e sandálias verde, amarela, vinho, prata, dourada, florida…um arco-íris muito louco e várias vezes me via “sem nada para calçar”. Desde que comecei a investir em itens na cor preta ficou mais fácil me vestir e combinar peças. Estou amando meus pretinhos!

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A qualidade do que compro é outro fator que tenho levado em consideração, eu achava  que não tinha dinheiro para comprar produtos de qualidade (que geralmente são mais caros) até eu perceber que juntando o preço de itens baratos que  duram menos eu poderia comprar algo mais durável. Tenho uma sandália de couro que é eterna! Na verdade não quero que minhas coisas durem 50 anos, mas algumas peças merecem um investimento a mais.  O minimalismo me ensinou que é melhor ter menos, com mais qualidade.

Com estas pequenas mudanças eu estou me preparando para ter um guarda-roupa minimalista, prático e apenas com peças que amo. Não quero ser precipitada e fazer tudo de qualquer jeito só porque está na moda ter um armário-cápsula (esse link aqui explica tudo de um jeito bem fácil). Eu havia até tirado várias coisas e guardado para reduzir o número de peças no meu armário. Acabou que eu achei que estava sem roupa para usar e quase comprei peças que já tenho.

No Brasil, onde o clima muda o tempo todo, fica difícil separar as peças por estação e guardar todo o resto. Tive que sair procurando um monte de coisas que eu tinha “escondido”, eram  peças úteis que eu estava precisando por conta de uma mudança de clima inesperada. Aprendi que não é só escolher 37 peças por estação, eu preciso de mais tempo para me organizar.

Quero que essa seja uma mudança para a vida toda e quero que minha filha cresça com esse senso de organização e praticidade também. Como todo o resto, quero que tudo isso seja parte da minha rotina, da minha vida, estou construindo um estilo de vida para mim e para a minha família. Ter um armário minimalista irá me dar mais tempo e dinheiro para as coisas que realmente importam.