Maternidade: Minimizando a culpa

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Eu já quis/tentei  ser perfeita.  Com o passar do tempo (tipo 3 horas depois que o bebê nasce haha) vemos que não tem jeito. Mesmo assim, eu ainda sou uma boa mãe. Se você está tentando dar o seu melhor, você também é. Não deixe ninguém dizer o contrário, nem você mesma.

Quando tudo na minha vida profissional deu errado, eu pensei “Nasci pra ser mãe! É na maternidade que vou me realizar”. E então a Bia nasceu…e foi tudo diferente.  Eu queria que a maternidade fosse prazerosa, mas não estava sendo.

Não consegui o parto normal, dei chupeta na primeira semana, a amamentação foi complicada e ela mamava  complemento ( na mamadeira!).  Quem lê blogs sobre maternidade vai entender. O combo cesariana+leite artificial+chupeta+mamadeira é considerado quase um crime por vários especialistas.  Não que esses médicos e mães julguem quem faz, mas os pontos contra são tão dramáticos que você sente que está matando o seu filho aos poucos. Sério, é assim que eu me sentia e chegou num ponto que achei que não servia nem pra ser mãe.

Faça sempre o seu melhor dentro das possibilidades oferecidas no momento e aceite o que não pode ser mudado.

Depois do primeiro mês, parei, pensei, saí de alguns grupos de mãe no Facebook, parei de me entupir com tanta informação. Relaxei. Não dá pra controlar tudo! Aceite! Precisamos ser menos ansiosos e aceitar que nem sempre as coisas são como queremos. Faça sempre o seu melhor dentro das possibilidades oferecidas no momento e aceite o que não pode ser mudado. Às vezes ainda bate aquela culpa…nada que um “Para de palhaçada Gabriela!” dito por mim mesma não resolva haha.

Quando a Bia tinha uns 9 meses  escutei  da pediatra no consultório : “Olha pra ela, ela não consegue se concentrar em nada”. Em um curto espaço de tempo a Bia pegou uns 5 brinquedos e não brincou com nenhum. Ouvir aquilo foi duro,  conversando descobrimos que eu colocava muitos brinquedos pra ela causando um excesso de estímulos e por consequência a falta de concentração. Chorei, pensei que estava fazendo tudo errado. Depois enxuguei as lágrimas e pensei “O que passou, passou!”. Diminuí os brinquedos que ficavam no tapetinho onde ela brincava e comecei um rodízio. A cada 15 dias eu ia dando uns  2 ou 3 brinquedos com estímulos diferentes. Ao invés de ter 5 brinquedos sonoros espalhados pela casa, agora era apenas um. E ela mudou. Ontem olhando escondido pra ela na creche, vi que ela estava no parque sozinha, quietinha, brincando com blocos, super concentrada! Deu certo!

Na verdade tudo está dando certo, ela está maravilhosa. Eu sei que o seu filho também é maravilhoso! Cada um do seu jeitinho. Hoje olhando pra ela sei que estou fazendo um bom trabalho. Crio minha filha de forma simples e sempre tentando dar o melhor pra ela.

Regras e rotina são importantes, mas fugir delas algumas vezes também é…

– Sol das 15h não pode. No último fim de semana fui à pracinha com ela nesse horário, era a hora que eu tinha, o sol estava gostoso. Fomos e brincamos, rimos nos beijamos e toda vez que lembro do último sábado meu coração esquenta de alegria.

– Nada de TV. Ver esse bichinho fazendo dancinhas com a Luna e morrendo de rir da Sarah e o Pato não tem preço! E quando ela que ainda falava quase nada repetiu a palavra “mapa” com a Dora? Morri de amor. Televisão na medida certa também ensina (e deixa a gente fazer o almoço em paz…haha).

-Tem que acordar cedo e dormir cedo. Claro, mas o que você faz quando já são 11 da noite, já está tudo apagado e em silêncio e o seu filho está pulando que nem uma pipoca no escuro?!? E de manhã?!?  Você chama mil vezes e ela diz “Nãooo!” e se você força, ela fica a manhã inteira mal-humorada.

Tem horas que simplesmente não dá!

A maternidade é um papel que nunca acaba e se ficarmos nos culpando, será um sacrifício.

A maternidade é um papel que nunca acaba e se ficarmos nos culpando, será um sacrifício. Não pense apenas no objetivo final, aproveite a jornada, o caminho pode ser lindo! Eu continuo em busca de uma vida mais leve, sem o sentimento constante de fracasso e sempre tentando minimizar a culpa. E agora eu sei, eu nasci pra ser mãe sim, nasci pra ser a mãe da Beatriz!

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Não deixe as pessoas entrarem no seu mundo de paz

Quando digo isso me refiro às pessoas com energia pesada, negativa e tóxica.  Uma vez li que devemos nos afastar de pessoas negativas e desde então tenho tentado isso. Melhorou, mas é difícil. Muitas vezes elas são parte do no nosso dia a dia, são amigos ou familiares e isso torna tudo mais difícil.

Sempre chamei essas pessoas que só falam de seus problemas (e muitas vezes nos colocam neles) de “pessoas negativas”, mas de uns tempos pra cá comecei  a ver o termo “pessoas tóxicas”. O segundo termo faz mais sentido e é mais amplo. Elas nos contaminam, mudam o nosso estado de espírito e nos tiram de nosso eixo.

Leva muito tempo para mudarmos o jeito que pensamos, fazer ajustes na rotina e construir uma vida livre de estresse e pensamentos negativos. Aí vem aquela pessoa e…acaba com tudo! Eu já melhorei muito, demora para pessoas assim entrarem no meu mundinho de paz que venho construindo ao meu redor. Mas elas ainda entram, sem serem convidadas.

É um trabalho constante, a sua cabeça é a sua maior aliada. O jeito que você lida com essa situação faz toda a diferença. Você pode escolher apenas sucumbir a essa situação ou pode começar a agir. Aqui coloco algumas coisas que já faço e outras que eu ainda preciso aprender, se você tiver mais dicas, conta aqui pra gente.

A primeira dica e mais importante é…

Evite pessoas tóxicas. Tome controle da situação, aos poucos vá se afastando, diminua o contato. Eu já fiz isso com algumas pessoas e não me arrependo. Quando isso é possível o problema acaba aqui mesmo.

Agora, se não tem jeito e você tiver que enfrentar a fera pelo menos…

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 Aprenda a dizer “não”. Imponha-se sobre essas pessoas. Elas geralmente querem te forçar a fazer só o que elas querem. Eu sempre gostei de agradar a todos, fico mal se alguém se chateia comigo e por isso sempre fiz tudo pelos outros. Quando percebi que isso me fazia mal comecei a dizer “não” e isso mudou a minha vida. Esse foi só o primeiro passo, ainda preciso deixar minha mente mais forte e protegida contra pressão externa. Muitas vezes ainda faço coisas que não quero só para não me indispor com alguém.

Não fique falando delas.  Isso só interioriza a importância de uma pessoa que não merece a sua atenção. Não fale dela quando ela não estiver por perto. Quanto mais você falar, mais tempo será desperdiçado com alguém que não deveria. Assim ela estará fixamente na sua cabeça o que te causará mais pensamentos ruins e seu equilíbrio será comprometido.

Pare de seguir pessoas e páginas que postam muitas notícias ruins. Eu sei que não podemos ser alienados, mas eu não aguentava mais acordar de bom humor e quando olhava o celular via notícias de estupro, preconceito, corrupção, crianças e animais sendo maltratados. Aquilo não estava me trazendo beneficio algum. Parei de seguir tudo! Quando quero saber o que está acontecendo no mundo entro em um portal de notícias online ou assisto televisão.

Não preste atenção em tudo que eles falam.  Quando não tiver como correr, ouça a conversa seletivamente e tente fazer comentários positivos nas partes da conversa que requer a sua intervenção. Você também pode tentar mudar o tema da conversa para algo mais agradável.

Aceite que você não pode mudar o mundo. Você pode até tentar ajudar essas pessoas mas é importante perceber  que você não é responsável por salvar e mudar ninguém. Só faça se você puder lidar com isso, gastar energia com quem não quer só irá te estressar. Isso também vai depender do quanto essa pessoa é importante para você, às vezes vale a pena tentar.

Tente outras formas de liberação. Medite, caminhe, ouça música, escreva ou assista um programa leve. Essas são poderosas armas que liberam a nossa mente de pensamentos negativos. Durante o dia escuto música e canto junto, coloco Beyoncé e tento fazer as coreografias (hehe desastre!). Agora mesmo estou escrevendo e escutando esse vídeo aqui pra tentar descarregar as energias negativas da semana. Outra hora boa para tentar relaxar é antes de dormir. Eu imagino cenas de coisas que provavelmente nunca vão acontecer mas me trazem paz. Imagino uma praia paradisíaca, barulho de água, viagens a lugares que gostaria de visitar. Isso me acalma.

O segredo está em você.

Na verdade, o melhor mesmo é se cercar de pessoas agradáveis com assuntos que te interessam. Pode até rolar uma reclamaçãozinha aqui ou ali, ninguém é de ferro, mas tudo tem limite.  Priorize encontros com pessoas que sejam otimistas, alegres e felizes…mas lembre-se: O segredo está em você. Você decide se alguém irá interferir ou não no seu equilíbrio mental. Vamos tentar?

Estilo de Vida Minimalista

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O Minimalismo que venho estudando, praticando e falando aqui no blog, é na verdade um estilo de vida. Ele anda para o lado oposto do Consumismo.

O que acontece é que desde que nascemos, vivemos bombardeados de anúncios e ofertas de produtos que quase nunca precisamos. São necessidades criadas pelos comerciais que nos deixam inquietos e insatisfeitos. Quem nunca disse “Eu PRECISO desse sapato!” mesmo tendo uns 10 em casa.  Vivemos nesse ambiente sem perceber o quanto isso tudo nos frustra e intoxica.

O que eu percebo e provavelmente você também, é que hoje em dia temos tudo e ao mesmo tempo não estamos felizes com nada. O que chamo de “tudo” seria um lar (próprio, alugado, casa da mãe, sogra…um teto), um emprego, temos tecnologia cada vez mais accessível e barata, uma infinidade de opções de roupas e calçados para todos os gostos e condições financeiras, tratamentos estéticos, mesmo assim falta alguma coisa…aquele vazio existencial nunca foi tão grande.

O minimalismo dá uma sacudida nisso, ele vem te mostrar que seus objetos não podem te dominar. Eles não podem consumir o seu tempo tão precioso, eles não podem tomar a sua casa e seu espaço te deixando sufocado.

Seus objetos estão aqui para te servir, auxiliar nas tarefas diárias, te dar prazer e até mesmo te fazer feliz! É uma delicia abrir um livro novo e passar horas lendo e imaginando os cenários da estória que está sendo contada…mas você precisa de 300 deles encaixotados, mofando, ou enchendo armários e estantes?

[O minimalismo] É uma espécie de curadoria de momentos e coisas, apenas o melhor será parte da sua história.

Foi aí que o minimalismo me pegou, ele não te ensina a se privar de nada, ele te ensina a ficar rodeada apenas do melhor. É uma espécie de curadoria de momentos e coisas, apenas o melhor será parte da sua história.

Pra quem viveu por anos acumulando objetos desnecessários e até tóxicos (por trazerem memórias desagradáveis), o minimalismo vem como uma purificação. Ele te ajuda a se desfazer do que não é benéfico para ficar apenas o que é útil, bonito e te faz feliz.

Com ele você minimiza…

Compromissos, para que sobre tempo para a família, amigos e para você mesmo.

Pessoas tóxicas, que só te trazem mal-estar.

Alimentação rica em gordura e açúcar. Você percebe que uma alimentação mais saudável te dá mais disposição e saúde para colocar em prática seus planos.

Lixo, por não comprar coisas desnecessárias que serão eventualmente descartadas. Além disso, depois que eu diminuí o consumo de alimentos industrializados a quantidade de embalagens também foi reduzida.

Gastos, quando você passa a comprar apenas o necessário, sem desperdício, seu dinheiro até sobra! Sobra uns 50 reais…mas sobra hehe.

Ser minimalista é isso, você passa a ter menos coisas, que vão gerar menos problemas te dando mais tempo e mais liberdade. Essa tem sido uma experiência transformadora!

 

 

Me Minimizando

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O Desafio de Setembro tem sido sobre emagrecimento. Por quê?

Bom, desde 2011 venho engordando…engordando e simplesmente não consigo emagrecer. Fiz exames e não era nada, quer dizer, era o resultado de uma vida desregrada e de ansiedade descontada na alimentação.

O meu problema é que se estou feliz eu como, se estou triste, eu como, se estou doente…eu como.  Amo comer e coloco a comida como um prêmio por merecimento. Tipo, depois de um dia cansativo de trabalho eu não quero comer salada e penso: “Eu mereço um macarrão com queijo e creme de leite!”. É lógico que eu mereço e posso comer isso…mas não todo dia né!

A chegada dos 30 piorou tudo. Senti que quando fazia uma dieta demorava muito mais para ver os resultados. Mesmo parando de jantar (Sim! Eu tinha o hábito de comer arroz e feijão todo dia de noite!) notei que não emagrecia, e pior, continuava engordando.

Aí veio a gravidez, eu estava morrendo de medo dos desejos e paparicos, sabia que isso poderia jogar meu peso lá pra cima. Para minha surpresa não tive nenhum desejo. Os paparicos foram controlados, minha mãe comprava taioba e goiaba toda semana na feira para mim porque sabe que eu amo, só isso. Tudo estava indo bem até chegarem as festas de Dezembro e as férias de Janeiro…aí me descontrolei e no final da gravidez eu já estava com 16 quilos a mais. Depois da gravidez, perdi 11Kg mas ficaram 5Kg. Confesso que eu não estava com cabeça para isso e deixei.

Agora depois de 1 ano e meio fiz uma bateria de exames e descobri que o nível de cálcio nos meus ossos está baixíssimo e que eu teria que operar  a perna por ter má circulação. Os dois tratamentos, além de medicação e uma cirurgia, me pediam a mesma coisa, emagrecer e me exercitar!

Já tem dois meses isso e eu não fiz nada…estava tentando digerir tudo. Tive férias em Julho, e em Agosto estava me acostumando com a volta às aulas. Vocês já devem ter percebido, eu gosto de procrastinar hehe! Agora em Setembro eu estava procurando um desafio, adorei o resultado do de Agosto, mas estava com medo de não ter sucesso e desisti.

Aí esses dias comecei a pesquisar no Pinterest “chubby girl fashion” e fui olhando e vendo coisas lindas, meninas lindas e pensei que não é ruim ser gordinha e que a sociedade impõe esses padrões inatingíveis. Mas então  me deu um estalo: “Para Gabriela! Você não pode aceitar isso sem tentar de verdade!”. Saí da página e fui fazer um plano para começar a dieta que o nutricionista tinha passado em Julho. Comprei os suplementos que ele indicou (eu dizia que não tinha dinheiro mas gastava até mais em restaurante) e comecei!

Minha dieta/reeducação alimentar começou dia 12 de Setembro e em uma semana emagreci 2kg! É só o começo! Meu objetivo é emagrecer de 10 a 15kg até o final de Dezembro e colocar algum tipo de exercício físico na minha rotina. Vou ter que terminar com uma frase bem clichê…Agora vai!

 

Quero uma vida mais leve!

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Despertei para o minimalismo com o livro “A Mágica da Arrumação” de Marie Kondo. Sempre quis me livrar da tralha que acumulei durante uma vida de bagunça, aquilo me fazia mal, mas nunca soube por onde começar.

O livro me deu rumo, um caminho. Quando fiquei grávida eu sabia que queria fazer diferente com minha filha. Não queria muita roupa para ela nem um quarto cheio de coisas para encher de poeira (sou alérgica!) e acima de tudo, não queria coisas desnecessárias.  Pesquisei…pesquisei…e fiz um quarto lindo! Sem os excessos de uma mãe de primeira viagem.

Comecei a ler o livro depois que ela já tinha nascido. Ele abriu meus olhos de uma forma simples e objetiva. Guardamos tantas coisas que não nos fazem felizes. Guardo roupas que não me servem há anos, número 38! Uso 42, 44 agora e elas só servem para me lembrar que fracassei as tentativas de emagrecer durante todos esses anos.

Confesso que ainda não fiz a grande mudança. Com o aniversário de 1 aninho da minha filha não tive tempo de “destralhar” mas parei de comprar. Penso mil vezes se aquilo que desejo é realmente necessário. Na maioria das vezes não é. Agora no segundo semestre já consegui arrumar algumas coisas.

Comecei a fazer estas mudanças no meu dia a dia.

  • Diminuí meus gastos para trabalhar menos.
  • Agora lavo as vasilhas assim que sujam. É estressante ter a pia sempre cheia de coisas sujas.
  • Só compro calçados confortáveis e que combinam com peças de roupa que já tenho.
  • Vou à feira uma vez por semana e compro apenas o que será consumido em 7 dias para evitar desperdício.
  • Assumi meus cachos. Ter uma vida minimalista é se libertar. Parei de fazer escova progressiva e cortei meu cabelo curtinho!
  • Não compro roupas novas para eventos especiais. Fui a uma formatura com um vestido que já tinha e no Lollapalooza me segurei e não comprei nada para ir.
  • Comecei a ler sobre armário-cápsula.
  • Estou tentando acordar mais cedo para aproveitar melhor o dia.
  • Alguns dias arrumo a cama. Nunca fiz isso na minha vida!

Tudo está acontecendo de forma gradual…aos pouquinhos…sem estresse. É assim que a vida deve ser, leve.